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Entrevista com Oscar Filho.

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A entrevista é antiga, mas vale a pena!
Repórter do CQC fala ao Finíssimo
sobre estilo, humor e eleições
Publicado em 01.10.2010

Texto: Clay Rodrigues
Fotos: Divulgação

Repórter e humorista, Oscar Filho é um dos nomes fortes na recente geração de stand-up comedy brasileira.

Desde muito jovem, fazia comerciais, mas foi em 2005 que, ao lado de colegas como Rafinha Bastios, outro integrante do CQC, emplacou no YouTube com seus webhits retirados de espetáculos.

Paralelamente ao CQC na Band (que é a versão brasileira do programa de mesmo nome criado na Argentina e transmitido em uma dezena de países), Oscar viaja o Brasil com o show solo Putz Grill, que reúne seus melhores números desde que começou a se dedicar ao estilo.

O Finíssimo encontrou o “pequeno pônei” (apelido dado por Marcelo Tas, âncora do CQC) nos bastidores do Oscar Fashion Days 2010 em São José dos Campos e bateu um papo rápido sobre política, eleições, o limite da piada, conquistas e moda.

Aos 18 anos você ganhou o concurso Contos e Poesias de Atibaia, conta como que foi isso.

Na verdade meu pai escrevia muito ele sempre participava desse concurso, aí um dia eu me inscrevi com uma redação que fiz na escola. Na verdade a idéia era melhor que a redação, mas enfim eu escrevi e acabei ganhando.

Antes do CQC você já era reconhecido pelos shows de stand up. Essa experiência te ajudou a ter as perguntas e as respostas sempre na ponta da língua?

Sim, o stand up é muito conciso. Eu preciso dar a informação, fazer a pessoa entender e rir, tudo de uma vez, e a TV pede essa dinâmica.

Você vai votar? Quais são seus critérios de escolha para estas eleições?

Não votarei, vou estar no Acre atrás da Marina Silva… Está tão difícil, realmente muito complicado, porque estamos em um momento muito ruim. Eu pensei votar nulo, acho que também é uma forma de posicionamento, apesar de que o voto nulo da força a quem está ganhando. Eu realmente não sei, acho que até o momento de clicar e confirmar eu iria ficar na dúvida.

Comédia pode ser uma ferramenta para aguçar a vontade do telespectador sobre política?

Acho que sim, porque fica mais digerível. Quando você sabe que a pessoa é engraçada você presta atenção no tema, pois em algum momento pode acontecer algo engraçada.

O CQC faz jornalismo com comédia ou a comédia vem primeiro?

Acho que depende da matéria. Se for política com certeza é mais jornalística que engraçada, mas às vezes os dois se equilibram, não tem uma definição muito clara, o CQC é o CQC.

Você já levou algum furo para o CQC?

Acho que nunca teve nenhum furo, o programa é gravado. Teve uma vez que eu descobri um caso sobre a Maria Cândida e o marido dela, risos.

Você já passou do limite?

Sim, acho que o humorista de verdade tem que chegar ao limite algumas vezes para saber como que é. Até porque as pessoas só riem quando você chega a um certo limite que elas não acham que você ira chegar, elas riem quando dizem “caramba olha o que ele falou”. O riso é uma emoção que muitas vezes você solta após a tensão que estava acontecendo naquela situação.

O Casseta e Planeta já foi um dos melhores programas de humor da TV aberta. Hoje temos o Pânico que é um sucesso, mas os dois já estão bem previsíveis. O que o CQC faz para não cair na mesmice e cansar quem acompanha o programa?

Essa pergunta relaciona muito com aquela do stund up que você fez. A TV é muito rápida, ainda mais agora. Então ser 100% original é difícil, nem o CQC, nem o Pânico e nem o Casseta são originais. Eu realmente admiro o Casseta e Planeta, eles estão ai há 15 anos, na mesma faixa de horário e data, isso é difícil de manter. Para o CQC ainda é fácil inovar, pois ainda somos muito novos.

Quem você adoraria sacanear em uma entrevista?

O George W. Bush, mas acho que vai ser difícil.

Vocês do CQC estão fazendo sucesso, já firmaram seu espaço na mídia, creio eu que vocês estejam bem tranquilos em relação a dinheiro. O que você fez questão de comprar quando colheu os frutos desse trabalho?

Foi um carro. Eu trabalho muito fazendo show e viajo bastante em questão disso. E eu tinha um carro bem caído, por conta dele quase me envolvi em uma batida animal, pois o carro não era nada estável e eu sou “braço” para caramba, então eu queria um carro maior, mais seguro e com air bag.

Você acha a moda fútil?

Difícil essa pergunta, porque tem gente que admira a moda, acha necessária. Aqui no Oscar Fashion Days vemos uma moda mais possível, porque o que o pessoal está desfilando é comum de se ver nas ruas. Mas a moda em si, de tendência, marcas, caras bonitos, mulheres maravilhosas, e pessoas célebres é no fim um show e um bom entretenimento, mas não é algo que me atrai.

Você se preocupa em pelo menos sair bem vestido?

Se vestir bem é necessário. O fato de o figurino do CQC ser terno é ótimo, porque com essa roupa posso ir p qualquer lugar, do carnaval de rua a um evento mais sofisticado. Porém não me ligo nisso, eu tenho um par tênis e umas dez calças, mas uso uma ou duas. No dia a dia não ligo para como me visto, procuro mesmo é ficar confortável, eu vou de terno se for um evento que seja inevitável não usar.

Meu Post 100 No Finissimo Homem

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Opa, antes de qualquer coisa quero dizer que esse é o meu post de número 100 aqui no Finíssimo. E aproveitar para agradecer a todos que me acompanham desde o Estilo XY e aos meninos da redação que me cederam esse espaço para firmar o que eu já venho fazendo na internet há mais de um ano. Enfim obrigado a todos aos amigos novos que fiz no decorre desse ano, aos novos leitores e claro a vocês que me acompanham seja onde for…

Aqui abaixo vai um bate bola com o Cássio Reis que fiz no Back Stage do Oscar Fashion Days em São José dos Campos – SP.

Coloquei justamente esse porque quando fui fazer a entrevista ele se lembrou de uma matéria que fiz na época que eu só escrevia no Estilo XY – antigo blog. Enfim espero que vocês gostem.

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A sua carreira de modelo aconteceu de uma forma bem inusitada, me conta como que foi.

Eu queria ser jogador de futebol. Mas um dia meu irmão decidiu ir fazer um book e eu o acompanhei lá eu acabei fazendo um também. Em 97 eu comecei minha carreira e fiquei até 2002, depois comecei a atuar e hoje sou apresentador do TAM nas nuvens.

Para qual time você tosse?

Sou corintiano. Faço parte da república popular dos corintianos e tenho até a identidade do clube, risos.

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Foto via twitter do @CassioReis

Você foi conferir o show da Ivete Sangalo em New York com a TAM na nuvens, como foi o show?

Foi incrível. Vai ficar um DVD maravilhoso, quem não pode conferir vai adorar quando for lançado.

O que você gosta em New York?

Eu amo a cidade. É um local com gente de todas as nações. Além de ter milhões de coisas para fazer, tem lugares maravilhosos para comprar, restaurantes ótimos e diferentes, lounges e bons museus… Morei lá por 5 anos e sempre tinha algo para fazer.

Você sempre atualiza o seu twitter, que tipo de relação você tem com essa ferramenta?

Hoje é uma ferramenta fundamental na minha vida. É um ponto de encontro com os meus fãs e de certa forma levar meus follows comigo para viajar. É uma maneira de dividir essas experiências legais com eles.

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Você é um cara super estiloso. Qual é a sua relação com a moda?

Eu acho que através das roupas dá para saber bastante sobre uma pessoa, seus gostos e até o seu humor.

Como você se mantém antenado?

Eu leio, acompanho alguns desfiles, mas quando vou me arrumar sigo mesmo a minha intuição. Na hora de se vestir gosto bastante de misturar o clássico com social ou com esporte. E das marcas Osklen e Adidas.

 

O Finíssimo viajou a convite do evento

 

Beijos e Iris Stefanelli

Andei meio sumido, mas estou de volta cheio de novidades, algumas nem são tão novidades assim, mas logo fico em dias com as publicações.

Um dos motivos da minha ausência foi a cobertura que fiz aqui para o site Finíssimo no Oscar Fashion Days, uma semana de moda que acontece em São Jose dos Campos – SP, super comercial, mas com uma proposta bem interessante de aproximar o consumidor final com o mundo da moda .

Enquanto eu estava lá eu lembrei de vocês e fiz um vídeo bem legal pedindo paras as celebrities mandarem um beijo para os “Meninos do Finíssimo”, confiram:

Além delas, eu esbarrei coma Iris Stefanelli. Ela é super simpática, a “amiguera” do back stage. E aproveitando da simpatia da Iris, perguntei se as pessoas ainda pegavam no pé dela  por conta do sotaque, ela disse que não que ela já fazia fonoaudióloga há 2 anos e que já estava com esse problema cessado. Ai eu tive que fazer uma gravação para vocês conferirem essa história, hehe maldade no ar:

Meninos dos Finissimossss, hehe

 

Alzheimer com Baricelli e beijo da Bittencourt

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O Luigi estava super estiloso na inauguração da Etna Brasília, falou que hoje acompanha  com menos frequência o mundo fashion, mas que ainda procura ficar antenado.

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Baricelli estava com uma camisa linda da Armani, disse que gosta de peças mais básicas e que é fiel a algumas marcas que ele já sabe que o corte lhe cai bem.

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Iii eu acho que esqueci as perguntas, haha.

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Luigi imitando locutor de rádio fazendo as mesmas perguntas de sempre para ver se me dava uma luz.

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Depois de uma quase entrevista, hehe, pedi para a Caroline Bittencourt dá um presentão para os meninos que acompanham o Finissimo Homem.

 

Pretinha.

A Preta Gil é uma figura muito querida. Adoro quando ela vem a Brasília, não perco os shows por nada.  São super animados, todo mundo se diverte, todo mundo mesmo, no último show tinha desde teens a casal de idosos – juro, vi dois no camarote-. E além do show ela é gente boassa, educada, recebe os fãs com um super carinho, e não estou falando porque me contaram não,  e sim porque as duas vezes que eu bati um papinho com ela eu pude reparar nesse carinho que ela tem com todos.

Enfim, adoro a Preta desde sinais de fogo e estou ansioso pelo novo show do DVD, mas enquanto não sai mato a saudade com a entrevista onde ela conta sobre a sua relação com a capital, preconceito, amadurecimento do seu trabalho e sua peça preferida em um homem, confira:

 

Você já fez 4 apresentações em Brasília, qual é a sua relação e o que você acha da cidade?

Tenho amigos de infância aqui. Adoro Brasília venho aqui desde garota e acho que a cidade é muito especial justamente por essa questão de ser nova.  Aqui as pessoas têm uma cabeça aberta, todos os estilos musicais fazem sucesso. Acho que é por isso que a Noite Preta foi muito bem recebida por aqui.

Da outra vez que você veio a Brasília você me disse que estava produzindo o seu DVD. Como que  está o andamento desse projeto?

A gente gravou em outubro e ele está prontinho. Já foi para a fábrica, está super bonito e emocionante. Tem um momento com o meu paizão e meu filho, a Ana Carolina também canta comigo. Logo a gente começará a fazer a turnê de divulgação do DVD. Vai ser um Babado…

Sinais de fogo foi o seu primeiro sucesso. Mas quando você realmente sentiu o reconhecimento do público quanto cantora?

Sinais de fogo realmente foi o meu primeiro sucesso, mas acho que o reconhecimento veio quando fui para o palco, com as pessoas indo e assistindo o show. Muita gente vem depois e diz que gostou do show, que não esperava…  Eu sou atriz, apresentadora e muitas vezes isso gera um certo preconceito. Mas é no palco que me sinto bem e mais realizada. E a Noite Preta foi que firmou esse reconhecimento.

Quem te acompanha percebe um amadurecimento como cantora e como apresentadora também. No seu novo programa – o Vai e Vem, que passa na GNT- fica nítido essa sua evolução. Você deve isso a que?

Acho que a minha maior escola foi o palco. A Noite Preta comemora agora em junho 3 anos… Acho que essa minha espontaneidade e maneira de lidar com o público foi o que me deu amadurecimento de apresentar o programa.

O preconceito por você ser negra e sua mãe branca foi algo presente em sua vida?

Quando eu era criança sim e quando cheguei ao Rio também teve um pouco  de preconceito, mas depois eu descobri minha personalidade meu carisma e fui conquistando as pessoas e mostrando para elas que a gente não tem que olhar a cor da pessoas a raça o credo a opção sexual, e sim o coração.

Você já foi uma pessoa super consumista. Como era essa situação?

Eu já passei por algumas situações de extrapolar e chegar ao ponto de me arrepende depois e não poder devolver e pegar o dinheiro de volta. Já fui para NY e o dólar tava um por um e ai gastei muito, mas quando voltei tava dois por um.

E hoje como é a sua relação com o dinheiro?

Hoje eu sou mais consciente, eu compro depois de paquerar e ter certeza que eu gostei.

Qual peça que você acha que pode dá um “up” no visual de um homem e outra que destrói?

Uma calça jeans bem escolhida mostra bastante a personalidade do homem. E uma calça jeans muito mal colocada, muito justa, mal escolhida de uma lavagem ruim, não dá.

Aqui abaixo vai um vidéo do show para quem ainda não foi e não sabe o que está perdendo:

Esbarrando com o Camargo

É a segunda vez que esbarro com o Camargo, estilista e proprietário da Camargo Alfaiataria, umas das marcas mais bacanas quando falamos em ternos e roupas sociais no geral. Como na outra vez eu o encontrei no aeroporto e estávamos todos com pressa acabou que não deu tempo de fazer uma entrevista. Dessa vez eu estava no Iguatemi e decidi fazer um vídeo com a minha super câmera do celular hehe, mas a memória externa estava de final e acabei salvando na memória do próprio celular e o vídeo não ficou lá essas coisas, o áudio ficou baixinho e no final do vídeo rolou um atraso de áudio e imagem, mas gente aumenta o som aí do PC e ouvi até o final que vale a pena. Ele fala um pouco sobre as peças da loja e da uma dica no final, veja.

Paulo Zulu para Estilo XY

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Paulo Zulu é carioca, nasceu em 2 de abril de 1963, foi surfista profissional e aos 28 anos fez seu primeiro book profissional. Desfilou em passarelas nacionais e internacionais, fez novelas na rede Globo, campanhas fotográficas, editoriais e filmes publicitários.

O Modelo também já passou longas temporadas em Nova York e Paris, onde conheceu sua atual mulher – a modelo Cassiana Mallmann- com quem tem dois filhos. Hoje mora em Santa Catarina, onde abriu em uma pousada chamada “Zululand” em Guarda do Embaú, a 40 km de Florianópolis.

Há poucos dias Zulu desfilou de sunga para a BumBum no Fashion Business, onde mostrou que ser amante da natureza e aliado de uma vida saudável pode trazer ótimos resultados. Afinal o modelo tem 47 anos e exibiu um corpo de dar inveja a muitos rapazinhos.

Confira a entrevista abaixo onde Zulu conta sobre trabalho, família, estilo e uma suposta afiliação ao Partido Verde:

Você era surfista profissional. Conta para gente como que foi esse período, nessa época que começou a surgir os primeiros trabalhos como modelo?

Esse período foi ótimo, eu viajava muito para representar os patrocinadores nos campeonatos. Já fazia fotos para marcas de surfwear, pois já tinha uma imagem forte como surfista.

Você fez seu primeiro book aos 28 anos. Em comparação a outros modelos foi bastante tarde. Porque você decidiu seguir nessa carreira, você teve algum receio de investir nessa profissão?

Eu não decidi seguir essa carreira, aconteceu! Nunca tive receio porque faz parte do meu destino trabalhar nisso.

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Você fez muito sucesso fora do país. Como surgiu a primeira oportunidade e qual desses trabalhos você mais gostou?

Desde que comecei no Brasil já fiz vários trabalho pra fora. Em 6 meses fui pra o exterior e fiz vários desfiles no circuito fashion. Adoro fazer todos.

Você desfilou de sunga no último desfile da BumBum no Fashion Business. Você se sente tímido ou já é algo natural?

Eu sou um pouco tímido, na verdade. Mas preciso viver aparecendo para vender produtos.

Você morou em NY e em Paris, o que você mais gostava nessas cidades? E como foi ficar esse período sem poder surfar?

NY tem tudo o que você quer o tempo todo. Paris é uma delícia, pois a tranquilidade é grande. E ficar sem surfar foi a pior parte.

Foi em Paris que você conheceu sua atual esposa, onde aconteceu?

Sim, foi na agência.

Como foi a chegada dos filhos em sua vida?

A melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Eu sonhava com isso e a realidade foi muito melhor que meu próprio sonho.

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Você é um cara bem despojado, você tem peças mais formais?

Sim, tenho todo estilo de roupa, pois trabalho para todo estilo de cliente. Mas me identifico com o estilo esportivo.

Além de esportes você tem algum ritual de beleza, alimentação, creme ou qualquer coisa do tipo?

Pratico surfe e jiu-jitsu. Tenho uma preocupação com a alimentação pela saúde e o reflexo de praticar esportes com uma boa alimentação é estar sempre tudo tranquilo.

Você abriu uma pousada, como você conseguiu administrá-la tão bem. Você já tinha alguma experiência?

Experiência a gente adquire na vida, com a prática. E a minha esposa me ajuda bastante.

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Você parece levar uma vida bem sossegada. Bem diferente da que você levava no mundo fashion. Quais são seus planos por agora, pretende voltar a interpretar e a modelar com mais frequencia?

Continuo sem planos, vivendo a vida de acordo com o que ela apresenta, ou seja, com as oportunidades que aparecem.

Ano passado saiu uma nota dizendo que você talvez se candidatasse a deputado nessa próxima eleição. É verdade e se sim, você está disposto a entrar nessa luta por quê?

Um conhecido que era ligado ao partido me ligou querendo que eu juntasse a credibilidade que consegui através de uma verdadeira vontade sustentável para unir forças ao PV. Acredito no partido, mas não na política e tenho outros sonhos e objetivos, pra mim mais importantes do que me meter em um meio muito diferente ao que estou acostumado.

Fotos: Toti Jordan

Pedro Andrade

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Pedro Andrade já passou por poucas e boas como modelo antes de se tornar insider de Nova York e apresentador do GNT no Manhattan Connection (exibido aos domingos às 23h) ao lado de Lucas Mendes, Caio Blinder, Ricardo Amorim e Diogo Mainardi. Morando na cidade há oito anos, ele também apresenta e é co-produtor de três programas no canal norte-americano NBC.

Em entrevista  o carioca – também é twitteiro @pedroandradenbc - fala da carreira de modelo, das dificuldades enfrentadas quando começou como apresentador, beleza e lógico, sobre os melhores pontos de Nova York. Confira:

Como aconteceu sua carreira de modelo? Você sempre foi um cara atraente e que chamava atenção por sua beleza?

Não. Muito pelo contrário. Nunca fui o bonitão da escola ou o irresistível da faculdade. Fazia parte da turma “nerd” e não era muito popular.  Quando me chamaram pra trabalhar como modelo realmente não acreditei, mas, acho que é isso  que faz um “olheiro competente”… A capacidade de encontrar o potencial de um modelo antes do início da carreira.

Você já era modelo quando decidiu ser jornalista?

Passei três anos viajando a trabalho na Europa, mas sempre soube que a experiência no mundo da moda seria uma etapa na minha vida profissional. Tinha noção desde muito cedo de que eu era um jornalista trabalhando como modelo, e não um modelo tentando ser jornalista. Fiz faculdade de Jornalismo e de certa forma via os obstáculos da carreira de modelo – como por exemplo o fechamento da minha primeira agência Americana – como meros desafios; nunca como obstáculos.

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Na sua época de modelo, qual campanha foi decisiva para lhe abrir novas portas no mercado de moda?

Confesso que hoje em dia tenho dificuldade em lembrar muitos dos trabalhos que fiz na minha época de modelo, mas com certeza trabalhar com David LaChapelle – na campanha da Baby Phat- e com Bruce Webber – na Abercrombie – foram dois eventos decisivos… Fiz ótimos editoriais pra a Flaunt magazine, L’Uomo Vogue, pra V e tenho muito orgulho do trabalho que fiz no mercado brasileiro também. Os profissionais com que trabalhei naquela época não devem absolutamente nada aos que vim a conhecer posteriormente. Dentre eles Daniel Ueda, Thiago Ferraz, Cesar Fassina, David Pollack, Marcelo Sommer, Herchcovitch, Paulo Martinez, Felipe Veloso, Henrique Gendre, Jaques Dequecker, Vicente de Paulo… e a lista continua.

Como você vê a relação dos nova-iorquinos sobre os brasileiros, principalmente no lado profissional?

Antigamente havia um certo “pé atrás” por conta  da “fama” que o brasileiro tinha no mundo. Já hoje em dia o inverso ocorre… Eu diria que é proveitoso pra reputação de um profissional dizer que é brasileiro.  O nosso país esta em alta em muitos aspectos, da economia a moda, o produto que oferecemos não deve nada a outros países. Atualmente nossa música, comida, arte, cinema e empresas são respeitadas não só na America Latina, mas no mundo inteiro.

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Você se tornou apresentador na NBC e chegou a apresentar três programas ao mesmo tempo, como que foi isso? Apesar de você ter cursado três semestres de Jornalismo, você não se sentiu um pouco despreparado, um certo medo do julgamento das pessoas?

Sempre acreditei que “Quem vive com medo, vive pela metade”. Insegurança faz parte de qualquer ambição, mas sempre vi meus obstáculos como oportunidades. Antes de ser contratado pela NBC, ouvi muita gente alegar que nunca conseguiria uma posição de jornalista numa emissora americana por ser brasileiro e por meu inglês não ser minha primeira língua. Acreditei no meu trabalho, ralei muito e hoje sou âncora de um programa em horário nobre em rede nacional e correspondente de mais dois noticiários na NBC. É claro que quando comecei não era tão preparado quanto sou hoje. Não creio em substitutos pra experiência ou em carreiras que caem do céu, mas acredito que minha determinação e humildade fizeram com que eu aprendesse meu ofício rapidamente e hoje sou muito mais seguro e competente de que no início.

Teve alguma situação inusitada durante a gravação de algum desses programas?

Muitas. Gravo externas diariamente e acabo tendo que lidar com mudanças climáticas inesperadas, entrevistados nervosos e cancelamentos de última hora. Também sou correspondente no “Live at 5” que é um programa ao vivo em rede nacional… Essa experiência me deu um preparo absurdo pra lidar com o inusitado. O próprio Manhattan não é sujeito a edição nenhuma, o que gravamos na bancada vai ao ar independente das surpresas. No início é motivo pra nervosismo, mas hoje em dia curto a adrenalina de não saber aonde a conversa vai parar, do raciocínio rápido e da preparação pro que der e vier.

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No Manhattan Connection você sempre traz lugares interessantes de Nova York. Como que esse convite da GNT chegou a você?

O Lucas Mendes estava vindo de Los Angeles – se não me engano – num voo aonde um dos meus programas passa na TV da companhia aérea. Quando chegou em NY, pegou um taxi pra casa e me viu na TV do taxi. Ao chegar em casa, ligou a TV e me viu novamente. Foi aí que decidiu me convidar como entrevistado do programa. A resposta do público foi tão positiva que a Globo entrou em contato comigo e me convidou para participar semanalmente do Manhattan Connection. É claro que aceitei.

O Manhattan Connection é um programa sério, mas ao mesmo tempo engraçado para quem assiste, por conta dos debates e das agulhadas ao vivo entre os participantes. Como é o clima nos bastidores?

Não podia pedir equipe melhor. Além de admirar imensuravelmente meus companheiros de bancada, me dou bem com todos eles. Realmente temos uma química incrível dentro e for a dos estúdios.

Qual dos lugares que você achou mais interessante de mostrar?

Por conta do 1st Look NBC e do Manhattan Connection, minha vida é explorar o país em busca do que há de melhor, seja lá qual for o aspecto; cultura, arte, moda, gastronomia, noite, bem-estar, música, e a lista continua. Seria impossível escolher um local. Gosto muito das matérias do Verão (praias, locais descobertos, feiras de rua, piscinas, etc.) e das de Outono (minha estação favorita em NY).

Se eu for a Nova York amanhã, quais são os cinco lugares que eu devo visitar? E outros que você costuma ir quando tem uma folga?

High Line Park – um parque elevado onde ficavam as linhas de trem do West Side; o Metropolitan Museum – provavelmente um dos meus lugares favorito no mundo; qualquer um dos restaurantes do genial Keyth MacNally – Morandi, Minetta Tavern, Pulino’s, Pastis, etc…; bater perna no Soho; e tomar um chocolate quente, ou um iced coffee, dependendo da estação, na Max Brenner na Union Square. Eu vou muito ao Boom Boom Room no topo do Standard Hotel, no Grey Dog Café, na Gaggosian Gallery, ando de bicicleta no Hudson River (a noite é um espetáculo a parte) e como moro no West Village, estou sempre comendo por lá.

Quando caiu a ficha que seu trabalho estava sendo reconhecido?

Apesar do sucesso, reconhecimento e da quantidade de trabalho, acho que a minha ficha nunca vai “realmente” cair. Vejo meu ofício como mera rotina. Talvez por isso, quando dou um autógrafo, tiro fotos com fãs, ou vejo meu programa da NBC num telão da Times Square, fico encabulado e sempre surpreso.”

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Você está sempre bem vestido nos programas. É você que escolhe a roupa do dia? Quais são suas marcas favoritas no Brasil e quais outras gringas?

Antes de tudo, obrigado pelo elogio! Eu que escolho minhas próprias roupas. Nos programas da NBC temos alguns patrocínios e stylists, mas acabo sempre usando as mesmas marcas: Etiqueta Negra – uma marca argentina maravilhosa – Dolce Gabanna e os ternos do Paul Smith.

O que não falta em seu armário? Quais são suas peças curingas?

Todo homem devia ter um bom terno preto, do tamanho certo. Nem muito grande nem muito pequeno. E na minha opinião, não há roupa melhor que um jeans escuro com uma camisa de botão branca de boa qualidade. Adoro relógios e acho que podem ser um bom investimento. Levanta qualquer roupa. No Brasil, sem sombra de dúvidas, a minha marca favorita é a Forum e quando o assunto é moda praia, Osklen.

Qual é o tamanho da sua preocupação com a beleza?

Minha maior preocupação é relacionada a saúde e bem-estar. Comer bem, me exercitar e cuidar do meu corpo fazem parte da minha rotina. Não sou extremamente vaidoso e não demoro nada pra me arrumar. Acredito que a imagem que o público tem de mim é bem diferente da realidade.

Você tem algum ritual de beleza? Limpeza de pele, creme, academia?

Na minha infância e adolescência, praticava natação. Depois fiz kick-boxing durante 5 anos e hoje em dia, por falta de tempo, malho e corro de 3 a 4 vezes na semana. Ha épocas em que tenho dificuldade pra achar tempo, mas sempre tento me exercitar de alguma forma. Também lavo o rosto quando acordo e antes de dormir e no Inverno passo hidratante. Fora isso, só higiene básica.

Já faz um bom que mora na capital do mundo. Você pretende voltar para o Brasil?

No atual momento tenho um contrato seguro e estável com a NBC. Não penso em voltar a morar no Brasil por agora, mas ADORO visitar meu país a trabalho e nas férias. Tenho um ótimo empresário (o Caico de Queiroz) que negocia minha agenda no Brasil e quanto mais vezes eu puder ir e vir, melhor… Quanto ao futuro… Quem sabe?

Quais são seus próximos planos?

Continuarei ancorando meus programas na NBC e apresentando o Manhattan Connection. Tenho outros projetos bem interessantes na manga, mas prefiro não divulgá-los até que se concretizem.

Lula Rodrigues: o homem do “Ueba!”

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Lula Rodrigues é consultor de moda e autor do primeiro blog masculino indicado ao Prêmio Moda Brasil. Referência no assunto,  ele tem mil e uma histórias para contar e é presença garantida nas principais semanas de moda do Brasil.

Em entrevista feita no último ParkFashion, o jornalista e crítico de moda masculina falou sobre a importância que esse mercado vem tomando, da transformação de seu blog e muito mais. Confira:

Como despertou seu interesse para a moda masculina?

Tenho 27 anos profissionalmente mas há 30 estou envolvido com moda. Sempre procurei entender mais sobre moda masculina, entender a minha relação com a roupa. Fui produtor de moda, coordenado de produção, editor de moda do Ela (caderno dominical de O Globo) e logo depois editor de conteúdo e diretor de arte do GNT Fashion. Nesse tempo, no Ela, por exemplo, eu já fazia uma semana de matérias só sobre moda masculina, a partir disso eu fui estudando e procurando mais sobre esse assunto. De uns oito anos para cá eu decidi focar no masculino. Parei durante três anos para estudar a relação da roupa com o homem, a religião, status. Para entender melhor e poder dialogar com o cara sem assustar. Dizendo que ele tem que se cuidar, ser vaidoso, usar verde, terno curto. Eu falo isso como homem, porque a gente não quer nenhum tipo de imposição.

A quantidade de blogs sobre moda masculina vem crescendo a cada dia, mas muitos procuram empurrar uma moda muito fashionista? O que você acha disso?

Tem pouca gente falando de moda masculina com propriedade. A moda masculina agora é a bola da vez. Há 25 anos que eu espero por isso. Mas o homem é mais complicado de engolir uma lorota que as mulheres. É difícil, porque o cara questiona. A quantidade de blogs focados em moda masculina está crescendo, mas essa quantidade vai sendo eliminado por critério de seleção. Encheu o saco, falou uma coisa que não bate com o cara, ele não volta. Ultimamente sairam 15 novos títulos sobre moda masculina, só não aprofunda e atrai esse público quem não quer.

Qual é a maior tendência no mercado masculino?

No Brasil não é cor, não é padrão, não é silhueta, é a vontade que o homem vem tendo de consumir moda. Esse cara voltado a informação de moda é a grande tendência. E a gente tem que ser generoso como os editores são com as mulheres.

Quem acompanha seu blog vem percebendo uma transformação? O que está acontecendo?

Depois de 2009 o blog mudou de nome, agora é lularodrigues.tv. Ele se transformou em uma plataforma experimental. O blog não tem padrões determinados. Eu quero é a vontade de acertar. Estou com um projeto internacional, uma documentação dos novos estilistas masculinos no mundo inteiro em que o blog estará documentando tudo. Eu quero trabalhar a fermenta de vídeo cada vez mais, eu sei que é chato, às vezes não baixa, uma complicação só, mas é assim. Eu comecei a fazer vídeo ano passado com o meu iPhone e uma amiga riu da minha cara e hoje o projeto pode ser bancado pela Apple. O blog está sempre aberto a colaboradores, basta me procurar no Facebook, Twitter ou me mandar um e-mail. Como eu disse é uma plataforma experimental.

Lula002Foto: Mistura Fina

Como aconteceu a indicação do Premio Moda Brasil?

O Prêmio Moda Brasil elegeu alguns curadores e eu fiquei responsável pela parte masculina. Por estar tão envolvido não mandei meu blog. No dia seguinte tinha saído uma seleção de 100 sites do mercado de moda e entre eles estava o meu. Sei que no final fiquei entre os 3 finalistas.  O que aconteceu no Prêmio Moda Brasil não foi uma vitória só minha, mas para o homem, uma vitória de um seguimento que eu peguei como uma causa política. Eu quero que essa indicação abra mais espaço e gere conteúdo para o público masculino.

Qual é a principal diferença entre a moda masculina e a feminina?

A mulher se você falar que a moda é babado, na próxima temporada todas estarão comprado babado. Já o homem para mudar de um blazer de três botões para outro de dois foi uma luta. Levar tendências para o homem é praticamente uma batalha.

Uma boa dica para o público masculino.

Todo homem deve ter consciência do seu corpo, a virtudes e as limitações. O homem tem que aprender mais sobre tecidos, cortes e afins. Tem que entender suas roupas, saber o que está acontecendo na moda. Não pode ser vítima e sim alguém que gosta de moda. Quem gosta de moda compra um único e bom blazer para durar anos, quem é vítima compra, usa seis meses e já tem que jogar fora, porque na próxima temporada já não é legal.

O que você gosta de comprar em viagens internacionais?

Perfume, que aqui é um absurdo, meias e underwear, roupas de inverno, cachemir, por mais que a gente não use muito no Brasil e com certeza livros, as revistas não tanto, porque eu já consigo comprar todas por aqui.

Para terminar, por que você sempre está usando boné e óculos escuros?

Eu sou de fases. Já usei muito chapéu, tenho vários. Depois foi uma loucura por boné preto e teve outra fase que era só calça camuflada de exército polonês.  Os óculos são do Tom Ford, da primeira coleção. Eu fico muito no computador e a luz da passarela é muito branca, praticamente já não tenho lágrimas e os óculos acabam que me dão um conforto visual, eles não são aqueles “black” que te deixa totalmente anônimo, dá para ver os olhos através das lentes.

Blog: http://oglobo.globo.com/blogs/lula/

Chiara Gadaleta fala sobre moda masculina

Estreando o primeiro vídeo aqui do blog, Chiara Gadaleta, apresentadora do Tamanho Único, programa que passa no GNT, fala um pouco sobre moda masculina.

Apesar da imagem não ter ficado cem por cento, por conta da minha inexperiência com a câmera, vale a pena ver ou pelo menos ouvir, rsrs.

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